Abro os olhos,
Observo a vida
Tento distinguir
A luz, a cor, o belo, o feio.
Recuo, sinto-me perdida,
Com o que se passa
No meu meio.
Há o verde das árvores
E o do meu olhos
Há a luz do sol
E o brilho do meu olhar.
À minha volta há flores
Aos molhos,
No meu coração
Muito amor pra dar.
Há milhares de adultos
E crianças cantando.
Há milhares de adultos
E crianças chorando.
Há milhares de velhinhos
Que num grito
Clamam contra este Mundo
Em conflito.
Fecho os olhos,
Penso e concluo:
Não admira este Mundo
Ser bom, ou mau, vil,
Se até meu corpo e espírito
Que formam um duo,
Travam uma brutal
Guerra civil.